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ago 01 2016

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REFLEXÕES SOBRE A IMPROVISAÇÃO MUSICAL COMO PRÁTICA INCLUSIVA

REFLEXÕES SOBRE A IMPROVISAÇÃO MUSICAL COMO PRÁTICA INCLUSIVA

 

 

AZAEL NETO – 2016[i]

azaelfe@gmail.com

Improvisação I

 

O escrito atual apresenta-se como um resumo do conteúdo da pesquisa realizada naPós-graduação em Educação Especial e Inclusiva, defendida no ano de 2016, na AVM do Rio de Janeiro. Apresentando o Trabalho de conclusão o artigo IMPROVISAÇÃO MUSICAL:UMA PRÁTICA INCLUSIVA dividida nos capítulos: Inclusão!, Musicalização: uma questão de princípios e A Improvisação Musical. O texto propõe a improvisação como ferramenta de inclusão musical. A improvisação apresenta-se desconexa em algumas fases do ensino de música, e, torna a ser cobrada como performance nos níveis mais avançados. Inserir não pode ser tratado como sinônimo de inclusão. A improvisação, com seu caráter aberto e com escolhas dos participantes – mesmo quando guiada – favorece o respeito e cooperação entre os participantes e, apresenta-se viável como ferramenta de inclusão nas aulas de música.

Improvisação 3

Faz-se fundamental considerar as visões e perfis variados sobre a inclusão, suas particularidades, questões legais, a individualidade, cooperação e respeito aplicado ao

particular e ao coletivo. Bem como, discutir a padronização, diversidade, familiarização,

bagagem cultural, ampliação do familiar para o novo, desenvolvimento global do aluno e os limites do alunado atrelado ao aprendizado. A inclusão, como um ato de respeito e

cooperação, apresenta-se como uma face da educação geral, orgânica e, indissociável do fazer escolar e social. Definir inclusão apresenta-se amplo e plural, todo estudo apresentará, no máximo, algumas perspectivas do assunto.

Deve-se considerar a relação da música, da musicalização e da ludicidade com a cultura do alunado, com suas particularidades e a coletividade formada por essas. A relação do professor com o aluno, a postura e a atualização dos fazeres são pontos fundamentais. A musicalização apresenta-se como uma realização social e inclusiva, por meio do aprendizado ativo e coletivo, deve-se, no entanto, diferenciar o ensino profissional da musicalização. A composição e a improvisação relacionam-se de maneira confusa no ambiente educacional.

Entende-se improvisar como criar na hora, baseado em um plano ou não. Qualquer outra manifestação configura o ato composicional que, pode apresentar-se mais ou menos aberto. Na musicalização e na inclusão, não trata-se de formar improvisadores profissionais.

Apresenta-se como uma prática de conhecimento da música, de seu grupo social e de sua individualidade. As vivências e toda a bagagem dos aprendentes – todos os envolvidos, pois o professor também aprende – não podem ser desconsideradas.

Improvisaçao 2

Improvisar apresenta-se como uma prática coletiva, atrelada ao caráter individual, configurada com linguagem e, como tal, dependente de um grupo devendo ser trabalhada no cotidiano e de maneira contínua. Ao educador musical urge a percepção da improvisação como uma prática multifacetada que, compreende o plano artístico, linguístico, cultural, técnico – entendido como as mecânicas escolhidas –, social, socializador e, conforme o corrente estudo: Inclusivo. A improvisação apresenta-se como uma escolha para incluir respeitando a individualidade e a coletividade do grupo de trabalho.

REFERÊNCIAS

 

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Imagens:

https://www.google.com.br/webhp?sourceid=chrome-instant&ion=1&espv=2&ie=UTF-8#q=imagens%20improvisa%C3%A7%C3%A3o%20musical

[i]  Bacharel em Música: Composição; Licenciado em Música, Pós-graduado em Educação Especial Inclusiva; em Docência na Educação Profissional de Nível Técnico; em Educação Musical e Ensino de Artes; em Música Para Cinema e Televisão. Professor na APAE e em Escolas do ensino Fundamental.

 

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1 comentário

  1. Carla

    Excelente texto! Confesso q não tinha me atentado para a importância da música na educação.

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