«

»

jul 15 2016

Imprimir Post

Inteligência Emocional e Funções Cognitivas

Inteligência Emocional e Funções Cognitivas

                                                                                                                                                  Líliam Ameal

 

Inteligencia emocional 1

             Hoje, a Inteligência Emocional (IE) é estudada por vários campos de pesquisa. Os estudos dessa habilidade surgiram na década de 90, com Mayer, DiPaolo, e  Salovey. Inicialmente, eram baseados em “aspectos teóricos de delimitação de construto, medição e comprovação empírica, baseados no modelo psicométrico de inteligência” (Mayer, Salovey, & Caruso, 2002, apud Woyciekoski & Hutz, 2009, p.3).

            Em 1995, Daniel Goleman lançou o livro Inteligência Emocional. Por meio de experimentos científicos, o autor mostra como funcionam as emoções no cérebro e no comportamento humano. Além disso, discute como as emoções afetam nossa vida cotidiana e nossas ações. Relata que da Inteligência Emocional fazem parte as “aptidões” que nos proporcionam “autocontrole, zelo e persistência, e a capacidade de automotivação” (p.12). Diz, ainda, que essas aptidões podem ser desenvolvidas com crianças e  pessoas de qualquer idade, independente da carga genética ou do QI. Para ele, “nossa herança genética nos dota de uma série de referenciais que determinam nosso temperamento”, mas que podemos mudar nossas atitudes trabalhando nossas emoções, pois, “os circuitos cerebrais envolvidos são extraordinariamente maleáveis” (p.13).

Inteligência emocional 2

            No entanto, o livro de Goleman foi criticado por Mayer e Salovey, que teriam entendido que em seus esforços de popularização do conceito, o autor sacrificou rigor científico e gerou expectativas infundadas sobre as possibilidades das questões cognitivas estarem associadas à personalidade.  Desse modo, em 1997, Salovey e Mayer redefiniram o conceito de IE, assinalando essas diferenças.

             Depois disso, muitos estudos estão sendo realizados, como o de Bechara (2004), que por meio de sua pesquisa com pacientes neurológicos, avaliou a relevância das emoções para o desenvolvimento da funções cognitivas. Sugere que o processo de tomada de decisão depende de substratos neurológicos que regulam a homeostase, emoção e sentimento.   

3d Little man balances heart and mind

            Embora esses constructos tenham ocasionado avanços para a psicologia, neurologia e educação, muitos estudos ainda serão necessários para avaliarem os tipos de testes de IE existentes.

 

Referências:

 

BECHARA, Antoine. The role of emotion in decision-making: Evidence from neurological patients with orbitofrontal damage. Brain and Cognition 55 (2004) 30–40.  Disponível em http://people.hss.caltech.edu/~steve/bechara.pdf. Acesso em 20/05/2015.

 

GOLEMAN, Daniel. Inteligência Emocional. Tradução Marcos Santarrita. Rio de Janeiro. Editora Objetiva, 1995.

 

WOYCIEKOSKI, Carla, & HUTZ, Claudio Simon. Inteligência Emocional: Teoria, Pesquisa, Medida, Aplicações e Controvérsias. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Psicologia: Reflexão e Crítica. vol.22 no.1 Porto Alegre  2009. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-79722009000100002. Acesso em 20/05/2015.

Imagens: https://www.google.com.br/search?q=imagens+inteligencia+emocional&biw=1047&bih=504&tbm=isch&imgil=TRJyjGWspAT_NM%253A%253BzrWbxcgKw45f9M%253Bhttp%25253A%25252F%25252Fcoachmattoso.com.br%25252Fconheca-os-sinais-que-dirao-se-voce-possui-inteligencia-emocional%25252F&source=iu&pf=m&fir=TRJyjGWspAT_NM%253A%252CzrWbxcgKw45f9M%252C_&usg=__2roD8s6L5DqmOqra8KnvBBqPfgw%3D&ved=0ahUKEwic24-ZufbNAhXHEJAKHYCZD9kQyjcILw&ei=GlqJV5zmMsehwASAs77IDQ#tbm=isch&tbs=rimg%3ACU0ScoxlrKQEIjgJ5Ee5ittg5z3Nt2MQ2tN44_1VJRGmsK7L31RsK3HjvWjhvwbq680pVeOcEaooxtg9bw0DivjNOiyoSCQnkR7mK22DnEa1hZLHKfsRBKhIJPc23YxDa03gRcdAemE2buPwqEgnj9UlEaawrshE2wTNi5Z3wtSoSCffVGwrceO9aEc6sITJz2MdPKhIJOG_1BurrzSlUR8XOBThFmk7MqEgl45wRqijG2DxHA9UY3jqp93ioSCVvDQOK-M06LEZB1_1Y9cTDAW&q=imagens%20inteligencia%20emocional&imgrc=TRJyjGWspAT_NM%3A. Acesso em 15/07/2016.

 

 

Liliam Ameal. Mestranda em Educação, Gestão e Difusão em Biociências, IBqM, UFRJ, Especialização em Musicoterapia e Didática. Licenciatura Plena em Educação Artística/ Música. Licenciatura Plena em Pedagogia. Professora de Educação Musical Colégio Pedro II.

Link permanente para este artigo: http://blog.cienciasecognicao.org/?p=939

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>