Música e Ciências

Música e Ciência

                                                                                                                                              Maria Beatriz Licursi[i]

Muisca e Ciencias 1 O diálogo entre a música e a ciência é importante para o desenvolvimento de experiências interdisciplinares. Além disso, é relevante para alunos e educadores. O conhecimento neurocientífico adquirido, desfrutado pelo  músico e pesquisador científico,  enriquecerá significativamente  o ofício ensino-aprendizagem. Dessa forma é previsto que surjam melhores resultados, relacionados às habilidades específicas obtidas e desenvolvidas através da educação musical. Destacamos que os benefícios adquiridos serão sempre recíprocos, porque o professor ao ministrar aulas de música, inevitavelmente estará ativando as regiões cerebrais estimuladas pela música.

                Segundo Ferrari (2014) a música é emocional. Sua relação com as nossas emoções produzem uma reação física como arrepios, por exemplo, e, cientistas têm explorado esse efeito para investigar a razão pela qual isso ocorre.  O corpo   passa por mudanças fisiológicas: a conduta da pele aumenta, o pelo eriça, a frequência cardíaca aumenta, baixa temperatura corporal, a respiração acelera. Até mesmo um certo formigamento  ou sensação de  frio ocorre em momentos de maior prazer musical. Para o cérebro é intensamente gratificante.

                    Esta é uma experiência pessoal, prossegue a autora. Concordamos ao afirmar que é mais provável que a música triste gere mais estas sensações do que a música  alegre, porém, o fundamental é que cada indivíduo sinta-se bem, com reações agradáveis. Duas pessoas não experimentam necessariamente as mesmas sensações ao serem expostas a um mesmo estímulo musical.

Musia e Ciencias

                   Professor e aluno estarão simultaneamente aprimorando suas qualidades musicais, sensoriais, motoras e sociais, pois a música é uma arte essencialmente colaborativa para o relacionamento humano. A interdisciplinaridade estará sempre presente, ainda que não seja trabalhada conscientemente. O profissional preparado para a adequada exploração deste recurso poderá constatar futuramente melhores resultados com menos esforço por parte dos alunos e maior velocidade de raciocínio. A aprendizagem é uma capacidade inata e responde aos estímulos que lhes são proporcionados por toda a vida. O cérebro responde ao exercício e está sempre ávido por aprender.

Referências:

Ferrari, Raquel Acesso em 5/5/2016.  www.neurocienciaparapsicologos.com/el-factor-hormigueo-cuando-la-musica-inunda-el-cerebro/.

[i] Doutoranda Ciências da Educação, UTAD, Especialista Neurociências-Aprendizagem, UFRJ, Professora Adjunta,  UFRJ. musicafeliz@terra.com.br

 

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