Adaptação Curricular na Educação Básica

Fernanda Alcântara Araújo[1]

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Durante os treze anos em que atuo como professora do sistema público (municipal e federal) tenho aprendido muito sobre como funciona a educação em nosso estado e país, acumulando experiências e também, algumas indagações que foram se impondo a partir destas vivências. Algumas questões referem-se ao currículo e avaliação escolar de crianças com necessidades educativas especiais, na Educação Básica.
“Adaptações curriculares, de modo geral, envolvem modificações organizativas, nos objetivos e conteúdos, nas metodologias e na organização do tempo e na filosofia e estratégia de avaliação, permitindo o atendimento às necessidades educativas de todos os alunos, em relação à construção do conhecimento”. (GLAT, 2007, p.36)

Sabe-se que a educação de modo geral evoluiu, novos métodos e estratégias estão sendo apresentados, mas no que diz respeito a avaliação e ao currículo percebemos poucas mudanças. Venho observando a dinâmica de construção da avaliação baseada mais em conteúdos do que em competências. Observo também, o quanto essa dinâmica influência no fracasso ou sucesso escolar de crianças com e sem deficiência.
Atualmente, muitas escolas diversificam o programa, mas esperam que no fim do processo educativo todos tenham os mesmos resultados. Segundo Montoan (2005, revista Nova Escola) “Os alunos precisam de liberdade para aprender do seu modo, de acordo com as suas condições e isso vale para os estudantes com deficiência ou não”.

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A educação de pessoas com Necessidades Educativas Especiais ou Específicas no Brasil, ainda hoje precisa ser melhor respondida. Apesar das leis que asseguram o direito à educação para todos, não se sabe seguramente como fazer valer este direito e torná-lo uma prática escolar satisfatória.
São muitos os anseios, dúvidas e questões a respeito da educação de qualidade para os alunos com Necessidades Educativas Especiais ou Específicas.

A adaptação do currículo dos alunos com Necessidades Educativas Especiais ou Específicas na minha vida surgiu das experiências que tive como professora desses discentes, e de observar que muitos professores ficam desorientados ao receberem essas crianças, visto que, não se sentem preparados para trabalhar com o diferente. Mesmo tendo o conhecimento de que as turmas não se configuram na homogeneidade, sabemos que há um agrupamento por idade e nivelamento de aprendizado. Portanto, a heterogeneidade das turmas assume um limite nesse sentido.
Como os docentes que não tem especializações para atendimento de educandos com dificuldades de aprendizagem ou Necessidades Educativas Especiais, encaram o desafio do trabalho com esses alunos?

“Do ponto de vista das competências em jogo, percebe-se que os professores deverão, com o tempo, apropriar-se de uma parte dos saberes e do savoir-faire dos professores especializados ou dos professores de apoio, mesmo que nem todos exerçam essa função permanentemente”. (PERRENOUD, 2000. p. 60 e 61)

Slide1Continuando a análise sobre o trabalho docente com alunos com dificuldades de aprendizagem ou Necessidades Educativas Especiais ou Específicas, Perrenoud (2000, p.61) afirma que se faz necessário “Saber construir situações didáticas sob medida (mais a partir do aluno do que do programa)”.
Acreditando que o currículo utilizado na escola não atende a todos os alunos, principalmente aos com Necessidades Educativas Especiais ou Específicas pesquiso formas de como acontecem as possíveis e necessárias adaptações curriculares dentro do espaço escolar, e as expectativas e dificuldades enfrentadas pelos professores.
Fiz aqui um pequeno resumo do meu principal foco na educação, mas aos poucos contarei minhas experiências práticas com os alunos.

Referências:

GLAT, R.; BLANCO, L. M. V. Educação Especial no contexto de uma Educação Inclusiva.In: GLAT, R. (org) Educação Inclusiva: cultura e cotidiano escolar. R.J. 7 Letras, 2007.

MONTOAN, M. T. E. Inclusão promove a justiça. Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/formacao/maria-teresa-egler-mantoan-424431.shtml. Acesso em 12/01/2016.

PERRENOUD, Philippe . Dez Novas Competências para Ensinar. Porto Alegre (Brasil), Artmed Editora, 2000.

Imagens google.com.

[1]Fernanda de Alcântara Araújo. Pedagoga, pós-graduada em Educação Inclusiva, professora do Colégio Pedro II.

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