Integração, Inclusão e trabalho Interdisciplinar: Relatos de experiências

                                                                              Por Líliam Ameal [i]

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Encontrei essa foto hoje, revendo minhas imagens que salvei no notebook. Que alegria ao revê-la e lembrar a experiência de dois anos de trabalho com essa Equipe. Trabalhávamos numa escola na Zona Oeste do Rio de Janeiro.  Íamos juntos de trem (Supervia) e durante a viagem planejávamos nossas aulas, fazíamos projetos de integração, de inclusão das diversidades encontradas em cada turma e de nosso trabalho interdisciplinar. Artes, Educação Física, Música e Literatura! Contamos e inventamos histórias, criamos e recriamos músicas e trabalhos artísticos. Dançamos e apresentamos peças teatrais. Sempre tentando unir nossas ideias e disciplinas. Tivemos muito apoio da direção do Colégio e de toda sua Equipe para realizarmos nossos objetivos.  Fizemos muito “barulho” e projetos que até hoje são lembrados pelos alunos, familiares e profissionais.  Foram experiências de amor e muita dedicação, harmonia e felicidade!
Quando o fim do ano se aproxima, ficamos mais emotivos e esperançosos. Procuramos rever nossos objetivos e planejamos novas metas para o Novo Ano. Foi por isso que achei propício começar esse texto relatando experiência tão feliz, dos anos 2010 e 2011. Hoje, não trabalhamos mais juntos na mesma escola, mas continuamos, cada um no seu colégio, tentando fazer a diferença na vida de nossos alunos. A amizade continua, e está cada vez mais sólida!
Nossa homepage e nosso blog foram lançados em novembro desse ano, e tivemos alguns artigos publicados por profissionais de várias áreas e especialidades, como educação, saúde, psicologia e musicoterapia.  Relatos de experiências inclusivas em espaços formais e não formais de educação, nos quais conseguimos unir as “Artes, Ciências e Inclusão”.
Faço aqui um breve resumo dos relatos publicados, agradecendo a cada profissional que atendeu nosso pedido e prontamente nos escreveu.
Nossa primeira publicação “Somos todos participantes” da doutora em Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social, Musicoterapeuta e Psicóloga Marly Chagas nos convida a pensar “na relação que existe entre os sons e movimentos e a manifestação da vida, uma experiência em que todos os seres estão incluídos”.

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Em seguida, tivemos “ Arte+ Ciência e Inclusão: possíveis interlocuções no contexto educacional”, no qual escrevi que as inter-relações e interlocuções entre  arte, ciência e o processo de inclusão, se mais conhecidas, poderão ajudar a lidar com as dificuldades de aprendizagem e relacionamento que encontramos na sociedade e, em particular, no ambiente educacional.
Logo após publicamos, “A inclusão no programa de educação musical da Associação Amigos do Projeto Guri”, relato de experiência da Educadora Musical e Mestre em Música Cláudia Maradei Freixedas com o Projeto Guri, que tem como missão “promover, com excelência, a educação musical e a prática coletiva de música, tendo em vista o desenvolvimento humano de gerações em formação”.
foto3“Inclusão social: Grupo de idosos e arte contemporânea”, aborda a emocionante experiência da Mestre em Arte, Cultura e Cognição e Educadora Vera Rodrigues Mendonça, a qual nos mostra com “a sociedade internaliza barreiras nas pessoas que, muitas vezes, exigem grandes esforços para transpô-las”.

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“ESCOTISMO + MÚSICA = INCLUSÃO SOCIAL”, relato de Rossana Ricardo Marinho, Pedagoga, Psicopedagoga e Mestranda em Pedagogia. A autora entende quedesde que foi criado, o escotismo se tornou uma ferramenta para inclusão, nele não há distinção de religião, cor, classe social e existem sempre atividades de diferentes graus de dificuldades onde todos podem ser bem sucedidos, mesmo os indivíduos com necessidades específicas”.
“Os desafios da educação prisional e a reinserção social”  e  “Arte e política: Relações e influências com reflexos na sociedade”, por Marcos Linhares Mouren, Educador, Graduado em Artes Visuais e Especialista em Gestão Educacional Integrada. No primeiro relato, o autor nos mostra que “a educação prisional é uma importante ferramenta de inclusão porque faz parte do processo de ressocialização de pessoas reclusas em razão do crime que cometeram”.  No segundo texto, o autor nos fala que “ao longo do percurso histórico da humanidade arte e política caminharam juntas, seja por conveniência ou por dependência. A arte retrata desde a antiguidade as sociedades que se formaram e registra até a atualidade as inquietações existentes no nosso cotidiano com o objetivo de causar reflexão por suas diferentes linguagens”.

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Tive a satisfação de escrever a “RESENHA DO LIVRO MUSICOTERAPIA E AUTISMO: TEORIA E PRÁTICA”,  de Gustavo Schultz Gattino, autor capaz de discorrer, em linguagem acessível, sobre Musicoterapia aplicada ao Autismo, de modo a  auxiliar não só o Musicoterapeuta, mas também pais, familiares e interessados nessa terapia.

 “Educação Musical para alunos surdos”, por Cristina Silva Kreutzfeld, Mestre em Arts in Music e Educadora Musical, que nos conta em seu relato que  “as atividades musicais eram baseadas no movimento corporal e na vibração dos instrumentos”. A autora também no alerta sobre outras  propostas que podem ser realizadas com alunos surdos.

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Esperamos que essas trocas de relatos e experiências possam continuar em 2016!
Feliz Ano Novo com muita Saúde, Paz, Amor, Harmonia, Sabedoria, Luz, Arte, Ciências e Inclusão!

 

[i] Mestranda em Educação, Gestão e Difusão em Biociências, IBqM, UFRJ, Especialização em Musicoterapia e Didática. Licenciatura Plena em Educação Artística/ Música. Licenciatura Plena em Pedagogia. Professora de Educação Musical Colégio Pedro II.

 

 

 

 

 

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1 comentário

  1. Muito bom Lilian!!!
    Essa retrospectiva é uma ótima referência pra nós!
    Gostei muito do Blog, parabenizo a todos os colaboradores, sucesso sempre!!!

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