jan 15 2017

Entrevista: Busca pela reinserção no mercado de trabalho

Entrevista: Busca pela reinserção no mercado de trabalho

Marcos Linhares Mouren

essa imagem capa 15 de janeiro de 2017

Tendo como referência a cidade do Rio de Janeiro como campo de observação para a questão social, o atual cenário de instabilidade econômica, política e social está gerando grande número de desempregados e extinção de profissões por sistemas eletrônicos. “O exército industrial de reserva”, nomenclatura usada por Marx e mencionado no texto de Camila Silva Brandão, para fazer referência aos que se encontram fora do mercado de trabalho está crescente nesses tempos de recessão.

Entretanto, o Rio de Janeiro mantém locais que estimulam a recolocação no mercado de trabalho. Os postos da SETRAB-RJ estão em diferentes bairros com ofertas de emprego e para buscar a vaga o cidadão deve comparecer levando a sua carteira de trabalho e um comprovante de residência para cadastrar-se.

Os funcionários do posto avaliam experiências anteriores ou não e encaminham para a vaga mais adequada ao perfil de quem está buscando a sua recolocação através de uma carta de apresentação.

Como não são poucas as pessoas que buscam o posto do SETRAB-RJ, foi simples entrevistar uma pessoa que busca uma nova oportunidade profissional, como a M., de 48 anos, moradora de Duque de Caxias, município vizinho, embora estivesse buscando uma vaga no SETRAB-RJ do Centro da Cidade do Rio de Janeiro.

  1. ficou sem ocupação quando substituíram os cobradores de ônibus por leitores de cartão do “Riocard”, hoje os passageiros que efetuam o pagamento em espécie de suas passagens, entregam o valor ao motorista, que passou a exercer uma dupla função em decorrência da dispensa de vários profissionais que assim como ela trabalhavam nesta atividade.

A entrevistada me contou que estava na empresa em que trabalhava há cerca de 6 anos, e que já exerceu outras atividades, como auxiliar de serviços gerais e faxineira.

  1. possui o Ensino Médio completo e entre as centenas de pessoas que estavam na fila, não perdia a esperança de sua recolocação, tendo em vista que já se encontra há 4 meses na busca por uma nova ocupação. Ela tem dois filhos, uma jovem de 22 anos e um adolescente de 15 anos. A sua filha trabalha como recepcionista e mora com ela, assim como o adolescente que apenas estuda e encontra-se no primeiro ano do Ensino Médio numa escola pública estadual em Duque de Caxias.

De certa forma o Serviço Social prestado pelo SETRAB-RJ em direcionar pessoas para uma nova oportunidade de trabalho é válido, porém, o contato direto com as empresas que disponibilizam as vagas se torna muito distanciado, uma vez que a pessoa pega um ofício de encaminhamento e sem nenhum outro acompanhamento se dirige ao local da oferta.

Emprego dia 15 de janeiro

Creio que falta no Rio de Janeiro um estreitamento entre as instituições de Ensino Técnico com a SETRAB-RJ, voltado para atender as vagas que necessitam de qualificação e que ficam ociosas no sistema.

O assistente social pode fazer a diferença neste trabalho, através dos contatos com instituições de ensino e com empresas que estejam ofertando vagas de trabalho, é o profissional que pode mediar e minimizar a questão social que está aumentando neste momento de transição que passamos no Brasil e que se acentua numa grande cidade como o Rio de Janeiro.

Referência bibliográfica:

BRANDÃO, Camila Silva. O debate da questão social: Notas para uma análise crítica do Serviço Social.

Imagens: www.google.com.br

* Graduado em licenciatura em artes visuais pelo Centro Universitário Bennett (2007). Pós-graduado em gestão educacional integrada pela FAAC (2013). Graduando em serviço social pela UniCesumar. Professor de arte na SEEDUC/RJ e na PCRJ. Professor de Desenho Artístico no Mollica Curso de Desenho.

 

Disponível em: http://ava.unicesumar.edu.br/file.php/17485/extra/_Forum_/O_debate_da_questao_social.pdf Acesso em: 19 Ago. 2016.

 

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